segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

SEIOS


Corteja-me através dos olhos.
Monitorado-me sob o manto,
Que hoje é uma prisão.
Onde a função é amputar a beleza.

Mas padeço quando corre.
Vendo as amarras sobre as entranhas.
Prendendo algo divino,
Como a morte de uma virgem.

Sonho, seria ver seus olhos,
Nas minhas mãos.
Onde seria uma monstruosidade,
retirar duas gotas da chuva.

Por isso, no levantar de um chão
Corteja-me o âmago.
Mas a realização seria ser molhado
Por uma chuva de apenas duas gotas...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Eu, deus.

Se tivesse a chance de ser deus.
Só não faria o amor
Com medo de sentir o poder
De sua fúria.

Mas queria ter o poder
De musicar o mundo.
Para que todas pessoas
Pudesse me escutar.

Escutar o grito
Estridente da minha alma
Dizendo, eu te amo


Tamiris

Sabes que tens a essência de beldade
Olhos que demonstra verdade
Es mulher antes de ser moça.

Anjo de performance múltipla.
Queria que minha chance não fosse de escuta.
Arrancando cortejo como estupro.

Sei que pode ter todos,
Mas a solidão lhe pertence.
Como um cair de estrela cadente.

Mesmo assim vou esperar...
Pode demorar...
Meninos, garotos vão passar...

Mas estou aqui e a quero...
Por isso não paro e não desisto
E continuarei a cortejar.
Gostar sem nome.

Não sei o seu nome...
Gostaria que chamasse Beatriz.
Pelo menos rimaria com o meu sonho.
De dar beijos de novela e pegar pelos quadriz.

Quem dera se fosse tão fácil,
Descobrir apenas nomes...
Resolveria os tormentos?
Mas estes começam quando a troca de sentimentos.

Porque pensa nessa menina?
Es como o demônio que fascina.
Veste preto e tens um olhar
Que penetra na carne como vacina...

Ao chegar tinha vergonha.
Mas para mim tinha encanto...
Mesmo quieta e sorrindo
Tomando cerveja em seu canto.

Quadriz, nome, tormento,
Demônio, vacina...
Para mim esses são os adjetivos
Pra gramática não faz nem sentido...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Amor reticências.

Amor esse sim é típico ideal.
Na verdade, a palavra não tinha
Que terminar com ponto final.
E sim reticências...

Não para ter continuação,
Mas três pontos finais.
Para acabar com esses aspectos,
De sentimentos imortais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Choro, choro, choro...
Gritando de desejos,
Querendo sentir o calor
E o ardor do seu beijo.
Lagrimas que escancaram
O sofrimento e transfere,
Para o lamento o símbolo
Da vontade de ir...


Sabe quem è...

Posso jura, todos os dias.
Sinto a sua falta.
Grito e grito em silencio,
Assim como os desejos.

Não é possível que nunca me escutou.
È difícil me dar um suspiro como resposta?

Realmente não deve gostar de mim.
Mas mesmo assim fico feliz.
Imaginando...
Que com o meu sofrer a faço sorrir.

Tenho uma notícia e é ruim.
Não quero assusta-la,
Mas não precisa mais vir,
Já morri.